O poder do poder.
Eu tenho dito que o governo Lula, não tem e nunca teve nenhum ideal político, patriota ou nobre, e sempre foi um governo de tomada do poder econômico no Brasil, capitaneado pelos donos do poder com a ajuda dos capitães antigos do poder financeiro.
Dizem que o Lula foi implantado pelo regime militar para formar uma esquerda mais amena do que a esquerda radical que existia no tempo da guerra fria.
Não acredito nesta tese, o Lula cresceu só e por mérito próprio, dentro do sindicato, dando vazão ao seu carisma sua tendência de não fazer nada, tomar pinga e se divertir.
Quando os líderes de algumas entidades da turma do capital como o Roberto Teixeira seu compadre, enxergaram o potencial deste novo líder, começaram a investir nele.
O Lula não tem nada de bobo, e nem foi usado, foi desde muito tempo conivente com o plano de assalto ao erário, programado pelos ricos e em posição de se perpetuar no poder sendo os donos da economia para sempre no Brasil sem dar a mínima chance a que mudanças na área política pudessem atrapalhar os seus planos.
Este plano foi um tremendo sucesso, apoiado em um pouco de sorte do crescimento global, ainda que fosse apenas uma bolha. A nossa sorte, e o azar deles, (sorte não dura para sempre), foi que a bolha estourou uns dois anos antes do previsto. Se o crescimento global perdurasse, e a turma do capital conseguisse um sucessor para se evitar as investigações sobre os acontecimentos espúrios durante os oito anos de sedimentação do mau-caratismo no Brasil, o plano estaria perfeito.
E teremos de ter muito cuidado em mudar os cursos da política para que seja tudo investigado com realidade, e para que esta corja de FDP que descaradamente, em nome de ideologia pisa na ética e na moral, assassina pessoas, tornam cada vez mais ingovernável o Brasil, seja desmascarada e punida de forma exemplar.
E este artigo do Reinaldo, que às vezes exagera um pouco, está de acordo com este pensamento que está se tornando a realidade a olhos vistos.
Leia o artigo e pense nisto.
Se quiser ver os outros artigos mencionados no texto, está na Veja on line desta semana
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/
Lula nuclear 1 - A VAR-Empreiteira
Abaixo, vocês lêem reportagem de Márcio Aith, na Folha, dando conta de que o governo Lula resolveu, como chamarei?, “esquentar” uma licitação que vem lá da ditadura militar — nesse caso, poderíamos chamar regime de “ditabranda”, ministra Dilma? — e "atualizou" o contrato com a empreiteira Andrade Gutierrez para retomar a construção da usina nuclear Angra 3. Um modesto contrato de US$ 3,3 bilhões. Em 23 anos, mudou tudo. Da tecnologia ao preço da matéria-prima, nada mais é como antes. Mas o governo não viu problema nenhum em retomar o contrato decrépito — com o valor corrigido, e muito!, como vocês verão.
O passado de Dilma Rousseff veio à tona, um tanto estimulado por ela mesma, não é? Com efeito, ela integrou um grupo terrorista, e dos mais virulentos: a VAR-Palmares — antes, tinha sido do Colina, também experiente em assassinatos. Eu nunca escrevi, nunca mesmo!, que o governo Lula optaria pela comunização do país. Isso é uma tolice. Muita gente gosta de atribuir aos críticos do lulismo essa abordagem bronca para, depois, afirmar: “Estão vendo? É mentira! Nós gostamos da economia de mercado!” Eu sei. E como gostam! Minhas restrições ao lulo-petismo são de natureza política. Essa gente detona as instituições. Já expus a questão em centenas de textos. Adiante.
A VAR-Palmares, como sabem, deixou de ser um problema. O problema hoje é termos a VAR- Empreiteiras, a VAR-Telefonia, a VAR-Petrobras, a VAR-Petroquímica, a VAR-Banco do Brasil. O risco é um grupo político usar a estrutura do estado para se consolidar no poder, tornando irrelevante a política. E essa construção está em curso. Não há nada de juízo conspiratório nisso. Há matéria de fato. O “A” das várias “VARs” tem hoje em dia um outro sentido: sai a palavra “Armada”. Em seu lugar, entra a palavra “Armação”. Vanguarda da Armação Revolucionária. Trata-se de uma “revolução” no capitalismo porque os ganhadores são decididos antes de qualquer forma de competição.
Escrevi há dias que “Daniel Dantas certamente é um Daniel Dantas”. Mas que “Daniel Dantas não é o único Daniel Dantas do país”. E também está longe de ser o mais importante. Construir um bandido de manual, de gibi, de história em quadrinhos, é coisa útil a quem pretende levar adiante a Vanguarda da Armação Revolucionária.
Vejo agora o caso relatado por Aith. O beneficiário da decisão de esquentar a licitação que vem lá do regime militar é o empresário Sérgio Andrade, o mesmo que foi beneficiado pela mudança na lei da telefonia, que permitiu à Oi, de que ele é sócio, comprar a Brasil Telecom — justamente aquela que foi retirada do controle do Daniel Dantas original. Não sei se percebem:
1 – num caso, muda-se a lei para legalizar um negócio que a empresa de Sérgio Andrade já fez — é a chamada "lei feita de acordo com os negócios", quando o normal e o decente é que se façam os negócios de acordo com a lei;
2 – noutro caso, NÃO SE MUDA a licitação, e a empresa de que Sérgio Andrade também é sócio leva o contrato bilionário. Ser Sérgio Andrade na vida, e no governo Lula, é uma boa: ganha-se quando o Apedeuta é "mudancistas" e quando é "conservador".
Sérgio Andrade, vocês se lembram, é o maior financiador individual da campanha de Lula e sócio da empresa que injetou R$ 10 milhões na Gamecorp, o empreendimento de Lulinha. Acima vai uma seqüência de fatos, não de opinião ou juízo de valor. Lula, com efeito, é um fenômeno. Creio que seja o único político a resistir em pé a um encadeamento como esse. Ele está de parabéns.
Fiquem com trecho de reportagem da Folha. A VAR-Palmares era assassina, sem dúvida, mas não deixava de ter um lado romântico. VAR-Empreiteira, VAR-Telefonia, VAR-Petrobras e similares são de um realismo inegável, explícito, verdadeiramente pornográfico.
Eis aí: questões como a retomada de Angra 3, revelada por Mário Aith, e irregularidades no pagamento de royalties da Petrobras, que Diogo Mainardi trouxe à luz (leia a respeito posts abaixo), deveriam mobilizar o Congresso Nacional. Mas os nobilíssimos estão muito ocupados com mesquinharias — que também custam caro ao país. Não têm tempo para cuidar dos, como devo chamar?, “negócios bilionários” do Executivo. Nunca foi tão fácil.
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